terça-feira, 26 de outubro de 2010


O teu silêncio me invade, me vira de ponta a cabeça.
Vai, grita...
Fala o que eu não quero ouvir,
mas diz alguma coisa que caiba nesse vazio de agora.
É medo de não ter você por perto,
que me deixa escapar a alma e todas as cores que colorimos no céu.
São miúdezas que vão afastando, cada vez mas tua voz do meu ouvido.
E sem você nada tem sentido, nesse lugar que nos pertence.
Vai, grita...
Fala que teu coração tá como o meu, doido varrido, perdido
mas pedindo pra gente ficar junto, forte e inteiro.
Pega todas as coisas que teu silêncio engoliu e me joga na cara.
Vai, grita...
Que sou louca, puta e o escambau.
Fala o que tiver pra falar, grita o que tiver pra gritar
mas promete que depois me abraça?
Nos faça esse bem,
pois o mal é este silêncio que está entre nós.

P.S- Bjos em todos e em cada um, até!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Penetrante!


Como se fosse um (re)nascimento,
deixe que essa água te molhe,
sinto o cheiro da terra e da chuva nesse fim de inverno.
Não tema, nem sofra ela não te fará mal algum,
pode até doer, porque crescer é mesmo difícil,
mas não se negue, enxergue, se entregue.
É a sua cura!
É a única salvação!
Como se fosse mais justo que a própria justiça,
Maior que toda loucura e toda lucidez, mergulhe...
Doe um pouco de você, do seu tempo,
Deixe que ela penetre em cada poro seu, deixe ela invadir seu pensamento,
fazer morada no seu coração, no seu sorriso, na sua lágrima,
transborde seu olhar, morra, se afogue.
É a sua cura!
É a única salvação!
Como se fosse a primeira vez...
Sua última chance de ser o melhor de você
nesse mundo de barbárie e de desamor.
Fico desejando que a poesia penetre em cada um de nós,
como se fosse mas simples e habitual
que rezar antes de dormir.
Fico desejando sua força, sua beleza,
sua sabedoria, sua leveza, sua alucinação!
É a nossa cura!
É a nossa única salvação!


E viva a poesia que vive em cada um de nós!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Palavra

Palavra falada é conversa.
Palavra gritada é desespero.
Palavra cantada é música.
Palavra declamada é poesia.
Palavra ensaiada é timidez.
Palavra bonita é amor.
Palavra amor é amizade.
Palavra de ordem é paz.
Palavra preciosa é saúde.
Palavra forte é palavrão.
Palavra necessária é educação.
Palavra de conforto é família.
Palavra doce é beijo.
Palavra amarga é solidão.
Palavra pequena é abreviação.
Palavra grande é conjugação.
Palavra feia é inveja.
Palavra da moda é stress.
Palavra sussurrada é sedução.
Palavra nova é gíria, imaginação.
Palavra velha é formalidade, discurso.
Silêncio é palavra muda, voz do coração.
E olhar é a palavra da alma, janela pra o infinito.


Palavra é tesouro!
É sentimento solto, livre,
nasce, cresce, amadurece, liberta e salva.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Família

Aproxime-se
Pra lavar a alma, pra encharcar o peito
vá se for inteiro
pode chegar sem pretensão,
mas com intenção!
é que eu espero e todo mundo também,
essa coisa de dar sem receber não funciona,
é como engolir um saco de avoador, parece que enche a barriga
só que não mata a fome.
Dar sem receber é beber coca-cola sem gás
uma hora ou outra aquele arroto velho sai,
e ficamos com a sensação de vazio outra vez.
Eu quero mais de tudo que me cerca,
elogios, sorrisos e tapinhas nas costas
me causam estranheza.
Não louvo a tristeza, mas preciso de uma alegria legitima
Sei que estar bem é ter um imã, as pessoas se afinam no mesmo tom,
mas quando se está surdo, mudo, cego e louco?
Amizade é amor de estar bem, eu sempre acreditei nisso,
mas ando enjoada de certos coisas e
pior que não ter amigos, é ter a amarga ilusão de tê-los a qualquer momento.
Talvez seja mesmo o tempo, uma tal maturidade que vive me libertando
Eu ando acreditando mas na família, nessa instituição quase sempre sagrada
e me agarrando nesse fio que não parte, unindo os elos que vão se encaixando,
feito quebra-cabeça sem peça perdida.
Um dia achei que amigos era maior que família e hoje o avesso disso se cravou em mim. A obrigatoriedade que um irmão, pai, mãe, tio tem de te aturar, te ajudar, carregar sua dor, rir seu riso, apontar seus defeitos, sacanear dos seus pecados faz toda a diferença na sua vida. Mesmo que hoje você não perceba, mesmo que sua família seja uma pessoa ou outra que você colheu nesse jardim da vida.
Mesmo que não esteja alegre, bêbada, com novidades, não precisa dizer que vai a lua nas próximas férias e nem que beijou o cara mas lindo da balada.
São eles que estarão ali, aqui, dentro e em todo lugar onde você bem ou mal precisar de um abraço, de um empurrão, de colo, da presença silenciosa e do olhar mas puro e profundo de Amor.

Aproxime-se da sua família e basta ser você, lá ainda parece ser o melhor lugar!


P.S- Escrever é quase como vomitar né?
Então pronto, rs...
Bjos e até*

sábado, 11 de setembro de 2010

*-*


Arrepio. São quase 17:00 horas e já vejo a lua nova cutucando o sol, pombos me fazem companhia nessa tarde linda aqui do meu lugar. Vejo passar pessoas, pés , mãos , cabelos, balões coloridos, um menino franzino faz malabares no sinal me salvando do tédio da espera. É um colorido sem fim, risadas, passos curtos e apressados, tento me distrair contando os barcos, as ondas, mas minha pulsação forte me chama à realidade. Eu volto, e agora só posso escutar meu coração que bate feito tambor, minhas mãos tão indecisas não ficam quietas, não sei se cruzo as pernas, se fico de pé, já prendi e soltei o cabelo umas três vezes, o vento me penteia e despenteia ao mesmo tempo. O calor do sol e o branco da lua nova estão me deixando confusa, será tarde ou noite? Que horas são meu Deus? Arrepio. Fecho os olhos, vejo você, vem, vem, vem... bem-vindo seja! Chegue logo e me dê um beijo, seus lábios macios como pêssegos, rosados... chegue logo e venha me abraçar a calmaria que preciso só encontro em seus braços. Um pescador mergulha, os peixes fogem, a baiana frita seus bolinhos no dendê. Imagine o cheiro do mar e um fundinho de dendê, é quase o paraíso, é um êxtase!
Acho que é o paraíso, você chegou! Arrepio e agora não sei dizer mas nada e nem preciso...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Estranhamente, te amo!

Eu gosto mais de você quando estás longe, bem longe...Parece que lá, onde meus olhos não te alcançam te quero mais, te amo mais, você me ama mais também. Somos mais entregues! Digo-te sempre que tenho saudades, gosto dessa falta, gosto de sentir saudades de você, do seu cheiro, do barulho do seu caminhar, daquele sorriso escandaloso. Estranho? Eu queria que fosse diferente, mas não é, e algo realmente mudou... só não sei o que, ainda. Você diz me amar, eu acredito! Também te amo, e tanto, que sinto sua falta! Ou será que isso não é mas amor? Será que estamos acostumados a nos declarar? A sentirmos a falta um do outro, como se fossemos um objeto qualquer, lembro bem que quando perdi meus brincos de estimação fiquei muito triste, foi uma dor tão grande, como se perdesse alguém muito importante. Será que gosto de você, como gostava dos meus brincos? Será que saudade não é sentir a falta de quem se ama? Eu preciso pensar, talvez um tempo... Não sei o que farei, depois de pensar, pensar... e quem sabe concluir que vivemos um amor acomodado. Eu sei que algo mornou... a certeza do amor só chega quando você vai. Estranho, muito estranho! Sei que pra você também pode ser assim, percebo pelo carinho que me dedicas quando estás longe, telefonemas, preocupações... sua ausência romantiza nossa relação. Eu não quero isso para nós. Eu quero uma outra temperatura, não essa de agora! Até aqui, penso que ainda te amo e se por acaso mudar de idéia, assim, como quem tem uma revelação, sei que estranhamente sentirei saudades...

P.S- Obrigada pelas visitas e comentários!

Bjos queridos!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desistir do amor não é nobre.


"Não,
você não sabe,
você não sabe como tentei
me interessar pelo desinteressantíssimo"

(Caio Fernando Abreu)


Ah, nem venha me julgar. Dizer que eu espero muito dos outros e cobro muito de mim. Você me acostumou assim... muito mal, mas agora o que posso fazer? Você tornou-se a medida certa pra as melhores coisas do mundo. E amar outra pessoa, é muito mas difícil, depois de ter tido você. Depois de ter me crucificado em seus braços, ter beijado teu sorriso e ver nascer o amor no mas intimo de nós. Agora cá estou, com esse filho orfão de pai, procurando alimentá-lo com umas migalhas que me dão por ai, coisa bem pouca perto do que já tive um dia. Pode ter sido feitiço, bruxaria, eu acredito nessas coisas você bem sabe. Mas, pra ser bem pragmática, eu só quero nessa bosta de desabafo dizer: Que amor igual ao seu eu ainda não encontrei!
E, nem venha me dizer o que eu já sei, ninguém vai me dar um amor igual, porque somos pessoas diferentes (eu tô ligada nessas babaquices todas, me poupe!), eu tenho o direito de querer um amor como o nosso, mesmo que ele não seja mas nosso! Pois meu bem, amar como se fosse a primeira vez, é o que nós todos merecemos, e isso pode até lhe parecer apenas um capricho.
Ainda sim, é o meu desejo e legítimo!!!
Desisitir do amor não é nobre e eu estou na luta!!!

P.S- Bjos em todos e em cada um*